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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Qualidade é uma filosofia de gestão

“Qualidade é um estado de espírito, a única forma de viver os negócios, uma verdadeira filosofia de gestão.” (1)

Qualidade, porquê?

Ao longo do tempo os consumidores e os mercados tornaram-se cada vez mais exigentes e educados. Como resultado desta evolução, a competitividade tendeu a elevar-se e a encarregar-se de fazer a distinção entre o trigo e o joio. Nesse sentido, as empresas e os serviços que não se pautem por padrões de excelência e por parâmetros de qualidade apertados, terão irreversivelmente os seus “dias contados”, seja qual for o sector, a longevidade da empresa ou o local onde opere.
Pode mesmo dizer-se que, a Qualidade não é um luxo, mas sim uma questão de sobrevivência!

O que leva as empresas a implementar os seus sistemas de qualidade?

Várias razões podem ser apontadas para a implementação deste tipo de sistemas nas empresas, nomeadamente, imposições legais, exigências dos clientes, factores competitivos, estratégias de marketing, maior organização interna, entre outros. No entanto, aquele que me parece ser o argumento de maior peso, é o receio que as empresas sentem de perder competitividade relativamente às suas demais concorrentes e o sentido da necessidade de aumentarem essa competitividade, garantindo uma boa imagem junto do cliente.

Os níveis tecnológicos, as competências humanas e os padrões de qualidade exigidos, quer a nível nacional, como também internacionalmente, são cada vez mais elevados. No grande mercado global dos tempos actuais, a qualidade dos produtos e serviços passou a ser umas das preocupações centrais de qualquer empresa, por esse facto, para satisfazer um cliente há que lhe oferecer um produto/serviço adaptado às suas necessidades e expectativas, a um preço justo e com garantias de qualidade.

É importante, que tecido empresarial português se mantenha alerta e perceba que o grande factor de competição e reconhecimento, se prende com a adopção de práticas de excelência, que possam dar garantias de qualidade reconhecidas universalmente para os seus produtos e serviços, relações de qualidade/preço apelativas e organizações internas eficazes.
Portugal é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas, que não têm capacidade de produzir em larga escala e que são incapazes de competir, em termos de volume de produção, com os “gigantes” do mercado alargado. Nesse sentido, a chave para o sucesso reside na diferenciação e na aposta em elevados padrões de qualidade, que permitam colocar a “Marca Portugal” entre as melhores e assim chegar a nichos de mercado mais exigentes.
O QREN – Quadro de Referência Estratégico, cujos primeiros regulamentos já estão publicados, contempla apoios financeiros às PME’s para a implementação e certificação de sistemas de gestão da qualidade e sistemas de gestão pela qualidade total, designadamente através do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME.

(1) In “Qualidade, uma filosofia de gestão”, pg 15, Cruz, C.V. e Carvalho, O., Texto Editora, Lisboa



Eng. Beatriz Cravo, Consultora da Área de Sistemas da Qualidade da HM Consultores

terça-feira, 24 de julho de 2007

Custos da Qualidade


“A Qualidade é de graça!
Não é uma oferta, mas é de graça!
O que custa dinheiro, é a falta de Qualidade, não fazer bem à primeira vez!”
Philip B. Crosby
No âmbito da actividade de implementação de sistemas de gestão da qualidade da HM Consultores temos encontrado inúmeros exemplos de custos organizacionais associados à falta de qualidade, que resultam, em boa medida, na ausência de método e sistematização da actividade.
Infelizmente, ainda existe um franja alargada de empresas que não possuem metodologias adequadas de definição e monitorização dos seus indicadores de gestão, não conhecendo, entre outros aspectos, a mais básica abordagem empresarial, implícita na adequada consciencialização da sua situação económico-financeira!.
É certo que algumas entidades já registam e acompanham as reclamações dos seus clientes, bem como as não conformidades detectadas ao longo da cadeia de valor, em particular durante a produção, em curso de fabrico ou no produto final, mas quantas já calculam o custo associado a essas ocorrências? Quem é que se preocupa verdadeiramente em custear as intervenções nos seus equipamentos produtivos? Muitas vezes baseiam-se nos relatórios de serviço de entidades subcontratadas e respectivas facturas, mas não contabilizam as horas de paragem não programada dessas mesmas máquinas, nem tão pouco a intervenção curativa efectuada pelos operadores internos da empresa. Mais grave ainda, é constatar que existem organizações que não efectuam um adequado controlo de recepção dos materiais/matérias-primas encomendadas ao seu fornecedor, tornando-se mais caótico este controlo quando se trata de uma simples prestação de serviço. A HM Consultores tem vindo a desenvolver uma metodologia de trabalho que possibilita a implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade, eficazes, simples, organizados e adequados às reais necessidades da empresa, que garanta a médio prazo, o acompanhamento dos seus indicadores de gestão e a respectiva tomada de decisão, sempre que os mesmos se desviem dos objectivos traçados, assegurando a continuidade e competitividade da organização de uma forma eficiente e equilibrada.
E uma vez que “o dinheiro fala” nada melhor que desenhar esses mesmos indicadores sob a forma de custos associados aos processos, para sensibilizar as partes envolvidas e determinar o melhor caminho a seguir no curto, médio e longo prazo.

Eng.ª Cláudia Figueiredo
Coordenadora da Área de Sistemas da Qualidade da
HM Consultores